“Minha maior loucura gastronômica é taioba, uma verdura que é tradição em Minas e na mesa da minha avó mineira também! Já recebi um maço de taioba dentro da sala de aula quando era professora universitária. Já comi taioba no almoço e no jantar 3 dias seguidos. Faço qualquer coisa por essas folhas que têm um sabor inesquecível! Mas como taioba é muito rara de se encontrar em Mogi das Cruzes, onde eu moro, eu ficava um bom tempo sem comer. Como eu sou jornalista, quando fazia matérias de agricultura eu sempre ficava de olho para ver se achava, mas sem sorte. Minha maior felicidade foi quando, durante uma matéria na zona rural da cidade, percebi que no meio do mato do sítio de um produtor havia folhas que pareciam ser taioba. Não tive dúvida, me enfiei no mato para tirar a prova e realmente eram. Depois disso, ele virou meu fornecedor oficial, e agora eu como taioba sempre.”

Marilucy C.

“Eu trabalhava em um hospital com pacientes recém-operados. Um deles era um senhor rico, que gostava muito de comer. Além do risco da operação, ele estava muito obeso e tinha de seguir uma dieta restrita. Todo mundo sabe que as famílias sempre acabam levando algum “contrabando” de comida para tentar contornar a restrição. Mas este senhor conseguia ir além. A técnica estava dando um banho nele quando encontrou um camarão escondido debaixo das dobras do peito. Ele tinha deixado guardado ali para comer mais tarde.”

Cristina C.

“Quando viajo, a minha prioridade é fazer uma lista de lugares onde quero comer. Pesquiso muito pelo Instagram, usando hashtags e já encontrei vários lugares assim. Eu tinha uma viagem marcada para Vancouver, na costa oeste do Canadá, mas acabei descobrindo no Instagram um restaurante onde eu queria muito comer em Toronto, no lado leste do país. Eu achava que era uma filial do melhor restaurante de Taiwan, o Dim Tai Fung. Moradores de países vizinhos vão a Taiwan só para comer lá, que tem um dim sum maravilhoso. Então, dei um jeito de fazer uma escala em Toronto, só para comer lá. Só que, quando cheguei na cidade, descobri que o restaurante era fake, que tinha roubado o nome do restaurante de Taiwan. É muita má fé! No final, achei que não valia à pena demorar 40 minutos até o subúrbio para uma cópia de um dos meus restaurantes favoritos. Acabei ficando no centro mesmo e comendo uma pizza podrinha. Talvez devesse ter ido.”

Carol C.

“Eu não me considerava chocólatra, mas desde que comecei uma promessa de ficar um ano sem comer chocolate, tudo virou uma tentação enorme. Em novembro, viajei para Nova York com a minha mãe e resolvemos experimentar os cookies da Levain Bakery, considerados os melhores do mundo. Encaramos uma fila que dava volta no quarteirão, passamos o maior frio e, quando finalmente chegou a nossa vez e eu estava prestes a pedir um cookie com pedaços de chocolate, me lembrei da promessa. Não teve jeito, tive de me conformar com um cookie de aveia. Minha mãe até tentou me consolar, dizendo que o de chocolate não era tão bom assim, mas isso só me deixou pior. Nem consegui comer o cookie de aveia. Prometi para mim mesma que um dia eu volto para Nova York para experimentar o tal cookie. Afinal, se tem uma coisa que sou boa é com promessas.”

Karina M.

“Uma vez fui trabalhar em um evento em Brasília. Entrei na cozinha no subsolo na sexta, depois do almoço, e só saí de lá no domingo. Só quem já trabalhou em cozinha sabe o tipo de coisa que acontece no meio desta correria. E a minha surpresa veio quando recebi a tarefa de preparar um peixe. Quando peguei ele na geladeira, percebi que havia algo muito estranho. O peixe tinha um furo na pele. Inicialmente achei que fosse um verme, mas quando comecei a cortá-lo, percebi que era algo ainda mais inusitado, e que mais parecia a cena de um crime. Encontrei uma bala de revólver calibre .22 alojada na carne. Acho que esse peixe deve ter dado trabalho no convés ou mordeu alguém para ter sido morto com um tiro.”

Thiago K.